Elmiro Luiz da Silva Neto

MORENO

Micro empreendedor, Elmiro é formado na área de informática, na qual atua profissionalmente há 14 anos. Sempre contribui com projetos e sites voltados para pets e também para preservação da natureza. Participa do Projeto Baru, que é um projeto de lei de preservação que tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância da espécie e os benefícios que podem ser obtidos com o cultivo da mesma. O fato de participar de um projeta com esse propósito já traduz o respeito tem por animais. E a recíproca é verdadeira porque respeito é uma característica dos animais. Especialmente quando se trata da Fiona, sua Rottweiler que é a “princesa” da casa.

 

“…vejo o paradigma cultural como o principal obstáculo para alcançarmos um nível maior de respeito aos animais.”
Marcos Moreno– Você sempre gostou de animais?
Elmiro Luiz da Silva Neto– Sim, desde quando tenho recordações, mesmo na mais tenra idade, sempre fui fascinado por animais. Não só os domésticos, mas também os selvagens.Talvez a história antiga mais marcante é a de um peixe (traíra) que me mordeu quando era uma criança na faixa de uns 3 anos de idade.

Marcos– Já teve algum especial ou todos são?
Elmiro– Acho que todos foram especiais de alguma forma, mas os mais marcantes foram a Juma e a Fiona. A Juma era uma gata da raça Siamês que entrou para nossa família quando eu era criança e se foi quando eu era adolescente. Era uma grande companheira e tinha um instinto materno sem igual, não somente com seus filhotes (teve apenas uma cria), mas com todos os membros de nossa família. Protegia e cuidava de todos e uma das maneiras que ela tinha para demonstrar isso era dormindo algumas horas da noite na cama de cada um. Para mim foi muito importante, pois quando criança, era inseguro em muitos aspectos e tinha medo de escuro. Hoje olho para trás e sei que ela me ajudou muito a superar meus medos, até porque ela dormia boa parte da noite na minha cama e quando ela estava ali, eu me sentia mais seguro.A Fiona é a princesa que mora em nossa casa hoje em dia. Uma Rottweiler linda, carinhosa e muito leal com os membros da família. Já tive muitas lições com ela, tendo relatado algumas em alguns textos que escrevi. Espero que ainda desfrute muito da alegria de viver e ter lições com ela.

Marcos– A escolha dos nomes sempre passa pela criatividade. Como foi no seu caso?
Elmiro– Acho que criatividade e significado são importantes. No caso da Fiona, ela foi escolhida para ser “namorada” do Monstrão, um Rottweiller que morou com nossa família por 8 anos. Ele era grandão, mas muito bonzinho, tipo um ogro bonzinho. Na hora veio a relação com o Shrek e assim ficou Fiona. Já batizei um pintinho de Garrincha, porque ele mancava de uma pata.
Marcos– Qual o limite que não deve ser ultrapassado? (para que não haja confusão entre bichos e gente?)
Elmiro– Não sei se seria limite, porque depende de cada caso, mas é sempre bom usar o bom senso.

Marcos– Você acha que os pets entendem o que falamos ou só entendem comandos?
Elmiro– Em geral eles condicionam comandos ou sons a uma ação posterior, mas, dependendo da espécie, entendem sim. E não só o que falamos, mas muitos deles sabem fazer uma leitura da linguagem corporal que muitos humanos não conseguem e, como sabemos, a linguagem corporal “diz” muito mais coisas do que a falada.

Marcos– No universo de animais selvagens, qual o que mais te atrai?
Elmiro– Sou fascinado por vários, como o urso pardo, o bisão americano (búfalos da América). As onças parda (suçuarana) e pintada são animais lindos.Como pescador, também sou fascinado por várias espécies de peixes. Mas tendo que escolher, se puder citar dois, seriam Águias e Lobos. Sendo só um, então seria a Águia, com destaque para duas espécies: Águia Careca, nativa da América do Norte e a Harpia (Gavião-Real), nativa das Américas do Sul e Central, sendo encontrada em várias regiões do Brasil.

Marcos– Que animal você jamais teria como pet, e por quê?
Elmiro– Acho que porcos. Porque acho a carne deles muito saborosa, então nunca iria querer criar laços afetivos ao ponto de ter que parar de comer.

Marcos– Você acha que o respeito aos animais tem evoluído, e pode fazer alguma comparação com o passado?
Elmiro– Tem evoluído sim, mas no geral, apenas para algumas espécies. No Brasil ainda vejo um grande preconceito contra gatos, por exemplo. Em alguns países da Ásia se come cachorros. A vaca é um animal sagrado para os seguidores do hinduísmo e alguns a consideram como pets, porém, é a principal fonte para consumo de carne aqui no Brasil. Sem tocar na questão moral, que seria um tema mais complexo, vejo o paradigma cultural como o principal obstáculo para alcançarmos um nível maior de respeito aos animais. Como comparação, mesmo sabendo da questão cultural de se comer cachorros na Ásia, antigamente pouco se manifestava contra isso. Hoje em dia existem movimentos de vários países do mundo tentando inibir essa prática.

Marcos– Um filme com animal.
Elmiro– Sempre ao seu lado.

Marcos– Uma mensagem aos humanos em relação aos animais.
Elmiro– Existe um entendimento de que, se alguém já disse uma frase de uma maneira que você não consegue dizer melhor, então “roube” essa frase (ou peça emprestado) e a use sem vergonha. Nesse caso, vou usar uma frase que o filósofo Alemão Arthur Schopenhauer cunhou em sua obra Fundamentos da Moral: “A compaixão pelos animais está tão intimamente ligada à bondade de caráter, que é possível afirmar com confiança que, aquele que é cruel com os animais não pode ser um bom homem”.

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