Em decorrência da repercussão envolvendo a morte da onça Juma, ocorrida em junho deste ano, o desfile militar de 7 de setembro não terá a exibição de animais silvestres em Manaus. A informação é do Comando Militar da Amazônia (CMA). Paralelamente à decisão, uma ação civil do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) corre na Justiça Federal para impedir a utilização de animais em eventos.
Neste ano, diferentemente dos dois anos anteriores, a expectativa é que o desfile militar aconteça novamente no Sambódromo da capital ao invés da Ponta Negra. Sobre o caso de Juma, o Exército ainda investiga se houve irregularidades no procedimento executado por militares.
No dia 20 de junho, a onça-pintada Juma, mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, foi abatida por veterinários após fugir de sua jaula no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Segundo o Exército, a onça teria tentado atacar um militar.
Com a repercussão do caso, o MPF ingressou no dia 23 de agosto com uma ação civil pública na Justiça Federal para impedir que animais silvestres sejam utilizados em eventos públicos e para que o Exército seja condenado a pagar indenização de R$ 1 milhão pela morte da onça Juma.
“Além de comover milhares de brasileiros, que se sensibilizaram com a morte da onça que havia sido exibida acorrentada para ‘abrilhantar’ a passagem da tocha olímpica por Manaus, o episódio foi amplamente noticiado pela imprensa estrangeira que cobriu as Olimpíadas Rio 2016, causando um enorme constrangimento internacional para o Brasil”, afirmou o procurador da República Rafael Rocha, responsável pela ação.
Em nota, o Exército Brasileiro informou na época apenas que o “inquérito policial militar relativo ao falecimento da onça Juma foi prorrogado e quando concluído será dado ciência aos órgãos competentes”.