Não vai mais ter festa

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O Ibama notificou, na última quarta-feira (5), os organizadores da festa de música eletrônica, Ultra Brasil, anunciada para acontecer na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a suspender de forma imediata os trabalhos de montagem das estruturas para os palcos e as pistas de dança previstas para ocupar o local tombado.
O evento de música eletrônica estava programado para ocorrer nos dias 14 e 15 de outubro a menos de 500 metros do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Segundo a análise do Ibama, a intensidade da música pode provocar estresse e levar a morte diversos animais abrigados no parque.
Se deixar de cumprir a notificação do Ibama, a empresa responsável pela festa pode ser multada em até R$ 1 milhão.
A organização do Ultra Brasil se pronunciou sobre a proibição do Ibama. Em nota, os representantes do festival dizem “não ter recebido nenhuma notificação” (até quarta-feira à tarde).
No texto, os organizadores afirmam que foi feito um estudo de impacto sonoro em toda a Quinta da Boa Vista e os especialistas contratados garantiram que “se o som chegar ao Zoológico, será um som ambiente” e, segundo eles, “incapaz de causar estresse ou outros danos à saúde dos animais”.
O Ultra também informou que se reuniu com a administração do Zoo para “garantir todas as medidas necessárias à preservação da saúde dos animais”. A empresa fala, ainda, que na conversa com a administração do Zoo, esta teria sido “a primeira vez, nos últimos oito anos, que a organização de um evento musical demonstrou esse tipo de preocupação”.
Na nota, a organização também reclama do rigor com o festival dizendo que, em 2014, um evento gospel teria reunido 250 mil pessoas “sem que isso tenha causado morte de animais”. “A organização estranha esta preocupação seletiva do Ibama”, alfinetou.
A organização do festival nega que seja uma festa rave, mas sim um evento de música eletrônica que ocorre em outras 21 cidades e mais 19 países.

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