De todos os lugares

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Leitora da coluna, Célia Castro, em telefonema para o colunista, manifestou desejo de se expressar através da coluna sobre sua tristeza e revolta com o que anda acontecendo no que diz respeito a abandono e maus tratos de animais. As pessoas estão sem qualquer pudor, e cada vez mais, abandonando seus cães na calada da noite ou mesmo em plena luz do dia, no centro da cidade. Já vão “gastam” gasolina para cometer o “crime” do abandono na periferia. Ela própria presenciou um fato desses no cruzamento da rua João Pinheiro com Padre Zeferino, no chuvoso dia 30 de novembro passado. A cena é clássica, doída, cruel. Jogam o cachorro de dentro de um carro, e ele, desesperadamente tenta acompanhar o veículo, sem entender o que está acontecendo. De cortar mesmo o coração. Essa pessoa deveria passar pelo abandono também. Ainda não tenho a compreensão necessária para não desejar que essas pessoa paguem com a mesma moeda. O que tenho a dizer para você, leitora Célia, é que comungo dos seus sentimentos, como tantas outras pessoas. Sim, o sofrimento deles ainda vai continuar por muito tempo, mas já podemos contabilizar e contar algumas histórias com final feliz. Graças a pessoas que os defendem anonimamente, graças à ONGs, campanhas e autoridades políticas com sensibilidade para a causa. Ainda é muito pouco. Mas, coisas que imaginamos mais distantes de nós, no que se refere à crueldade com os animais, na verdade está muito perto. Há “matadores” de animais em bairros povoados praticamente no centro da cidade. Os vizinhos perdem seus pets por envenenamento, e com medo de represálias, não denuncia. Portanto, o perigo mora ao lado. É sempre preciso prestar atenção. E por Deus, algum dia teremos proteção para podermos denunciar sem colocar a família em risco, pessoas que praticam esse crimes, Crimes não menos bárbaros por se tratarem de animais. Quem faz isto com animais indefesos faz também com pessoas. Não vamos nos calar. Vamos tentar facilitar a denúncia e diminuir a crueldade. Para isto usaremos nossas ferramentas de comunicação, emprestaremos nossas bocas para espalhar denúncias e agiremos para que a cada dia mais animais sejam salvos das “garras” dos humanos. Obrigado Célia por acompanhar a coluna. Continuemos na luta. Feliz Natal!

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