Sobre homens e monstros

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Não, agora não vamos falar sobre pets. Vamos falar sobre homens e monstros. Inominável o que veio à tona essa semana sobre o desmantelamento de rinha de cães em Mairiporã, São Paulo. A crueldade ganhou nomes, sobrenomes e revelou perfis de monstros na pele de pessoas até então consideradas cidadãs de bem, mas que, por trás dessas aparências treinavam cães para brigarem até a morte. Quando penso, e até comento que evoluímos na luta por respeito aos animais, repenso tudo, e num momento desses chego a concluir que voltamos no tempo e estamos novamente sob um império de sangue e barbaridade como na Roma antiga. Um circo de horrores! O Brasil inteiro assistiu ao que se pode chamar de requinte de crueldade: a prática abusiva e criminosa de tortura com seres indefesos que não podem reagir a pessoas com traços inquestionáveis de insanidade mental. Que tipo de ser humano pode sentir prazer em ver animais inocentes derramando o sangue de outros em cenas de brutalidade inenarráveis?
Por outro lado, situação de crime que muitas vezes pode ser atribuída a pessoas que tiveram pouco ou nenhum acesso a informações, estudo, convivência em sociedade- que se imagina alicerçada em valores morais e éticos. Primitivismo. Não! Crimes contra seres inferiores na espécie, cometidos sim por quem poderia ter impedido, fossem consideradas as oportunidades de convívio, trânsito em sociedade, acesso a informações, educação em boas escolas e até mesmo um curso superior que, em seu aspecto mais diferenciado, forma um indivíduo humano para salvar vidas, de outras pessoas e de animais. Envolvidos no que se pode chamar de tragédia de Mairiporã, um médico e um veterinário, entre os outros 39 indivíduos. Ninguém tem o direito de tirar a vida de um animal por pura crueldade. E vai muito além de uma questão de direito. Chega ao ápice da covardia, um dos mais vis defeitos que um ser humano pode carregar em sua alma.
Não se trata então dessas condições favoráveis ao crescimento pessoal e profissional. Se trata de caráter. Ou melhor, da falta do mesmo. O ser humano que é capaz de praticar um ato desse nível de violência contra um cão, não pode ser considerado razoavelmente normal. Um misto de tristeza, angústia, medo e raiva nos invade a alma e o corpo, e gritamos, da forma que podemos, contra esses monstros. Não os estamos condenando em nossos juízos pessoais atrás de redes sociais ou ferramentas da tecnologia. Não estamos nos escondendo dessa vez. Estamos mostrando nossa indignação. O Brasil viu, o mundo viu!
O Moreno Pet Blog registra seu grito de revolta contra essas pessoas e junta a todos os outros, também o seu pedido por justiça.

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