O copo meio cheio!

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Vamos ser repetitivos porque ser repetitivo é bom sinal. Sinal de que estamos vivos e podemos repetir datas. E repetir datas pode ser uma questão de comemoração, até porque nenhum ser humano deveria comemorar uma data ruim. Lembrar é inevitável, e também um bom sinal. Mas, independente de estarmos felizes o suficiente para comemorarmos uma data, elas, as datas, ainda assim, a despeito de qualquer sentimento nosso, vão continuar existindo, desde que foram criadas e até quando não sabemos dizer. Sendo assim, chegamos novamente ao fim do ano. Comemoração! Fecha-se um ciclo, inicia-se outro. Mais uma vez. Ano de crise política e econômica no Brasil e no mundo. Mas deixo essas questões para os colunistas especializados nesses assuntos. O meu tema é outro e a criação dessa coluna é um fato que merece ser comemorado sempre. A cada fim e começo de um ciclo. Não é o primeiro ano do blog, como também não pretendo que seja o último. Não vou terminar esse trabalho, quero sim, sempre, recomeçar esse e outros pelo mesmo motivo. Quando comecei o blog em torno  da causa animal, minha experiência em mídia era como colunista social e/ou cultural . Vez por outra, uma pretensa crônica que nunca deixou de ser também um desabafo. Em dado momento, decidi dar um novo motivo, tanto para minha vida quanto para o meu trabalho. E trabalho só é bom quando é justificado pelo fruto dele e pela satisfação pessoal. Assim me sinto feliz acreditando que posso fazer um mínimo que é realmente mínimo, mas que é mais que nada. Escrevo, me comunico e vou atrás de alguma atividade que possa, naquele “mínimo” fazer, fazer alguma coisa. Por eles, pelos animais. No “mínimo” dar uma notícia, entrevistar alguém que possa falar sobre uma novidade boa no campo da saúde deles, contar uma história sobre a aventura de viver ao lado de um pet. Tenho como dever que me manifestar também quando a crueldade dos homens os faz vítimas de suas próprias frustrações, fraquezas, ódios e absoluta incapacidade de cumprir essa etapa da vida, no “mínimo” não sendo tão cruéis. Ideal seria se tivéssemos plena consciência da brevidade da nossa vida e da vida dos animais que sim, nascem com instintos diferentes, mas que, ao contrário dos homens, podem ser serenados, educados, treinados. Mas os homens ainda os treinam para matar. Acho que porque a morte pelo prazer de matar é um instinto humano. Mas termino o ano insistindo no “copo meio cheio”. Conquistamos para eles, os animais, alguns lugares onde possam compartilhar o amor, entre eles e com os homens. Termino o ano tendo na minha mente o olhar de gratidão que um animal resgatado lança ao seu herói humano. Mas, infelizmente, contabilizando nas minhas comunicações mais um exemplo de horror contra eles, provocado por mentes insanas e almas enfermas de quem os deveria proteger. Sim, é claro que eu junto o meu desejo a tantos outros que clamam por mais consciência, mais generosidade para com os animais. Justiça! Junto o meu desejo a tantos outros que clamam pela paz.

Feliz 2020!

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