
Já vivi décadas suficientes para me abalizar, senão por conhecimento acadêmico, pela melhor escola que as pessoas têm: a vida. Infância, adolescência, juventude, maturidade…e lá se vão as tais das décadas. Passei por regimes diferentes de governo e pela gestão de vários presidentes. Vi acontecimentos importantes no mundo em todos os segmentos, desde ao que se refere à moda até descobertas científicas. Só para ilustrar o quanto tempo já vivi. Estudei, me formei em curso superior, trabalhei em banco, empresas e há muitos anos venho trabalhando no segmento da comunicação. Título de doutor nesta academia não tenho, porque ainda estou estudando. E, como todos os que estão na “escola”, chegando, no auge ou partindo, tenho presenciado acontecimentos inéditos. Aliás, a vida sempre apresenta fatos inéditos. Essa pandemia, por exemplo. A própria vida em si é sempre inédita, visto que um minuto não é como o anterior. Mas, deixando a “filosofia de mesa de bar” de lado, o que acredito que tenho presenciado de mais inédito é o afã desesperado das pessoas por definições. É preciso DEFINIR!!! Nunca tanto quanto agora. Por isto o ineditismo. Que desespero é este?! Quando não somos, em tempo integral, cobrados por todos os nossos gestos e palavras pelos outros, o somos por nós mesmo (acredito que pelo menos a maioria das pessoas) pela força do hábito e/ou vício, gerado por uma exigência que achamos ser a real. Por que estou desenvolvendo este tema no Moreno Pet Blog? A cobrança por definições não está restrita à ideologias? Não!!! Se espalhou pior que o vírus da hora. Contaminou tudo, ninguém está imune. A contaminação acontece na exposição do pensamento das pessoas em qualquer ambiente, seja nas redes sociais, seja em qualquer outro veículo de comunicação, seja em uma reunião informal…(que nem pode ser mais tão informal). Basta a manifestação de um ingênuo e despretensioso pensamento que legitimamente não pretenda ser mais que isto. Não há mais tempo contado em horas, minutos, segundos ou mesmo fração de segundos. É instantâneo…e eterno enquanto dure (no caso, a sua vida). E foi assim que chegou, ao meu trabalho no blog. Criado por mim com a intenção de ser uma mídia especializada, sem compromisso com nada que não fosse a causa animal, o blog já registra questionamentos de expressões consideradas politicamente incorretas como “cão herói”, por exemplo, e sobre posicionamento pró ou contra entidades, pessoas físicas, protetores de animais e afins em relatos e/ou entrevistas sobre suas atividades. Tenho constatado nesta escola que uma das matérias mais importantes é a intuição. Já tive intuição de estar sendo julgado por postagens nesta mídia por pessoas que contam muito no segmento. Portanto, importantes para o meu trabalho. O julgamento é inerente, mas por ser o blog uma mídia, merece um esclarecimento. Eu não sou protetor de animais, por cujo trabalho tenho o maior respeito e admiração. Sou comunicador e por isto estou esclarecendo: o blog não está em cima do muro. O blog está do lado dos animais. Qualquer trabalho que esteja sendo feito em favor deles, especialmente os animais de rua, o blog, se tiver oportunidade, vai noticiar sim. Esse é objetivo. Sem compromisso com outra causa. Simples assim!