
Enquanto manchetes internacionais falam sobre as joias roubadas no Louvre, a verdadeira joia do Brasil, a biodiversidade, está mais uma vez em grande risco.
O Ibama concedeu licença para perfurar poço exploratório, primeiro passo para a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, uma região crítica para a manutenção da biodiversidade marinha e terrestre.
Essa área abriga ecossistemas que conectam oceanos, rios e florestas, formando uma das maiores redes de vida do planeta. O impacto de um vazamento de petróleo não se limita ao mar: ele alcança rios, manguezais, florestas e toda a fauna que deles depende.
O que está em risco?
- Fauna marinha: golfinhos, peixes-boi, tartarugas e recifes de corais profundos recentemente descobertos
- Fauna terrestre e de água doce: botos, ariranhas, onças-pintadas, antas, macacos, aves migratórias e centenas de espécies que utilizam rios e costas para alimentação, reprodução e deslocamento
- Ecossistemas interligados: um vazamento pode atingir toda a teia da vida e seus serviços ecossistêmicos
Por que isso é uma contradição?
- Vai na direção oposta à transição energética e aos compromissos que o Brasil assumirá na COP30
- Aumenta as emissões de carbono em um momento crítico para o clima global
- Ignora a ciência, que aponta a Amazônia como um dos principais amortecedores das mudanças climáticas
O que está em jogo não é apenas uma fronteira de exploração: é o equilíbrio climático, a segurança hídrica, a manutenção da vida e o futuro de milhares de espécies que já enfrentam desmatamento, incêndios e perda de habitat.