
Época de férias e, para quem tem animais de estimação, viajar não é simplesmente fazer as malas e botar o pé na estrada. Existe ainda a preocupação de onde e com quem deixar o bichinho.
Já existem hotéis especializados nesse sentido, com várias opções de preços.
A hospedagem depende do gosto do freguês e do bolso do dono.
Desde estruturas mais simples e convencionais até lugares com ar condicionado, monitoramento online, sessão de cinema pet, piscina em formato de osso e até um lugar que o nome lembra muito o de um hotel famoso do Rio de Janeiro, o Cãopacabana Palace.
Mercado pet em alta
Um levantamento feito com internautas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que as famílias brasileiras gastam em média R$ 189 mensais com seus animais de estimação.
Para a professora adjunta do curso de medicina veterinária da PUC-PR Carolina Zagui Cavalcanti, essa transformação em que os animais são considerados tão importantes quanto os membros da família cresceu muito nos últimos dez anos.
Segundo ela, quem decidiu investir no setor pet, principalmente neste período, quase não sentiu os reflexos da crise econômica.
A pesquisa do SPC Brasil e CNDL aponta ainda que 61% dos entrevistados consideram seus animais de estimação como um membro da família e listam alimentação saudável, saúde e conforto para dormir como os principais cuidados com os bichos.
O levantamento revela ainda que 21% nunca deixam de comprar algo para seus animais de estimação por falta de dinheiro.
Tratamento VIP
O Cãopacabana oferece opções de hospedagem em uma chácara. O espaço também tem canis internos e externos e quartos para os cães que são acostumados a dormir com os donos.
Sobre a sessão pet, a proprietária do Nina Banana garante que eles não tiram o olho da televisão.
Segundo ela, o objetivo é acalmar os bichinhos para a hora de dormir.
Além da sessão de cinema, o hotel, que fica na capital paranaense, também oferece colônia de férias com atividades como cabo de guerra, piscina de bolinhas, estoura-bexigas d’água, caça ao petisco, entre várias outras.
A Cristiane Trentin, que mora em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, disse que de tanto encontrar locais que parecem mais uma prisão do que um hotel, decidiu abrir um negócio diferenciado.
“Eu percebia que sempre que levava meus cãezinhos nesses lugares, eles voltavam estressados. Então, além da estrutura diferenciada, vamos colocar um monitoramento online para que os donos possam acompanhar os seus animais durante a hospedagem”, explicou.
O acompanhamento, segundo ela, é feito via aplicativo de celular. As baias, em vez de grades, são separadas por vidros e tem a decoração de quarto de bebê.