O que é a catarata?- por Jéssica Afonso Gomes

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Quando olhamos nos olhos de nossos pets e não encontramos aquele brilho que conta por si só que eles estão bem vivos e saudáveis, já nos preocupamos com a terrível catarata. O que fazer? Quem nos fala sobre essa questão é a médica veterinária Jéssica Afonso Gomes, uma das profissionais que compõem o corpo de médicos da Clínica Animais e Cia, que a credencia como uma excelente clínica veterinária. Dra. Jéssica é especialista em oftalmologia.

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A catarata é uma condição onde há a perda da transparência do cristalino (lente intra-ocular) impedindo a captação dos estímulos luminosos pela retina e, consequentemente, não há formação da imagem. É a principal causa de cegueira tratável em cães e gatos.
Embora os caninos, na medicina veterinária, seja a espécie mais acometida, ela também se manifesta em outras espécies como felinos, equinos, coelhos etc.
A grande maioria das cataratas diagnosticadas em cães possui causa hereditária (além daquelas causadas por inflamações intraoculares, trauma e deficiência nutricional), e estudos prévios demonstram que qualquer raça pode ser acometida, porém, cães como Poodle, Cocker Spaniel, Schnauzer dentre outras, tem uma maior predisposição à formação da doença.
Além do caráter hereditário em cães, algumas doenças metabólicas também podem desencadear sua formação, sendo a principal delas o Diabetes Mellitus (68%). Nestes animais, a catarata irá se desenvolver logo nos primeiros seis meses a um ano do início da doença. Portanto, aqueles cãezinhos que apresentaram surgimento repentino da catarata, deverão ser investigados para a Diabetes.
Nos felinos, a catarata é comumente associada a inflamações intraoculares (uveíte), luxação do cristalino e outas doenças oculares.
A dificuldade visual e a insegurança no caminhar é a principal queixa dos tutores, que também podem notar nesses animaizinhos a mudança na coloração dos olhos (opacidade do cristalino), mudança no tamanho das pupilas e em alguns casos, sinal de vermelhidão ocular e lacrimejamento.
O diagnóstico da doença é feito por meio de exames oftalmológicos específicos em associação ao histórico do paciente, e quando feitos de forma precoce, permitem estabelecer o tratamento adequado e melhorar o prognóstico da visão.
Apesar de existirem no mercado diversos colírios que prometem trazer a cura da doença, até o momento o tratamento cirúrgico é a ÚNICA forma de tentar trazer novamente a possibilidade de enxergar deste animalzinho.
Fiquem atentos aos sinais que os olhinhos do seu companheiro demonstram a você, a qualquer sinal de mudança, procure seu médico veterinário oftalmologista de confiança.
Jéssica Afonso Gomes
Médica Veterinária – CRMV 15354

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