Retorno ao bioma


Onça que sofreu com queimadas no Pantanal retorna ao bioma após tratamento
Joujou, uma onça-pintada resgatada com queimaduras no Pantanal, pode voltar a viver na natureza na última quinta-feira (21), data escolhida para a soltura do animal silvestre. Submetida a um processo de reabilitação que durou cerca de dois meses, a onça está com as queimaduras cicatrizadas.
Encontrada na região da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, Joujou foi resgatada com outro animal da espécie, que não sobreviveu. Macho, a onça tem cerca de dois anos de idade e atualmente pesa 87 kg.
Joujou foi um dos tantos animais que sofreram com as queimadas que devastaram mais de 4 milhões de hectares do Pantanal. “Nossa equipe de veterinários do CRAS cuidou deste animal logo após o resgate, até que ele estivesse apto a ser devolvido à natureza, com segurança, cumprindo assim nossa missão”, disse ao a diretora-presidente do Imasul, em exercício, Thais Caramori, com informações do CRAS.
“Lembramos que a captura das onças no Pantanal contou o apoio de diversas instituições, a quem agradecemos, já que não temos como fazer todo o trabalho sozinhos”, completou.
Segundo o CRAS, Joujou foi resgatada com queimaduras nas patas. O resgate foi realizado por uma equipe formada por membros do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), do GRETAP e da AMPARA Silvestre.
Médico veterinário do IHP e coordenador do projeto Felinos Pantaneiros, Diego Viana revelou que a onça será solta usando um colar com sinal GPS e VHF. O objetivo é monitorar a eficácia da reintrodução do animal na natureza.
“Será a primeira vez que um processo completo de resgate em situações de incêndios, tratamento e soltura, será monitorado dessa maneira no estado, o que colocará Mato Grosso do Sul como referência para a ciência e conservação no Brasil e no mundo”, concluiu.

Fonte: ANDA

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