O que você acha que seu cão diria se pudesse?

Uma das coisas mais desafiadoras para um treinador de cães é ver a dificuldade que um cão pode estar passando, mas também ver como alguns cães são dispensados, ignorados, isolados ou às vezes “ajudados” da forma errada. O cão “sorridente” e constantemente enérgico que parece “feliz” pode ser um cão incrivelmente estressado e ansioso que não sabe como se acalmar.

O cão “agressivo” que ataca as pessoas que se aproximam dele, é tão inseguro e já teve diversas experiências ruins quando os humanos se aproximam muito.

O cão “reativo” que grita, dá um bote, morde a coleira e age “de forma inadequada” ao ver outros cães passeando, pode reagir assim por causa de socialização incorreta durante o período crítico de desenvolvimento, onde foi levado a parques caninos, creches, petshops, clínicas e outros, e apesar de todos os sinais da linguagem corporal dizendo que ele precisava de espaço, isso não foi interpretado e respeitado.

O cão “encrenqueiro” que foge, revira o lixo, mastiga tudo, pula e “não escuta” está, na verdade, buscando desesperadamente a realização biológica e está tão frustrado por não ter qualquer saída reforçadora.

“Como treinadora e educadora de cães, é meu trabalho, minha responsabilidade, meu dever e meu fardo ver a dor do cão. Mas também ver a dor do humano. Devo então educar e fornecer conhecimento sobre como trazer uma vida melhor para ambos”, afirma Laís Cauner.

Você já ajudou os problemas comportamentais de seus cães entendendo-os melhor? Quais foram algumas coisas que você fez?


“Eu mesma já mudei MUITO certas coisas que acreditava estar fazendo o meu melhor com o conhecimento que tinha na época. Tive a oportunidade de identificar esses problemas, me educar e pesquisar, além de reconhecer que nem tudo estava no cachorro. Realmente admiro demais donos de cães que se reinventam e são cada vez mais aptos para conviver com um cachorro”, comenta Laís.

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