Com a chegada do frio, animais ganham mantas e até aquecedores em zoológico do interior de SP


Espécies criadas em cativeiro são mais suscetíveis a doenças nesta época do ano e necessitam de cuidados especiais para não sofram com o frio, segundo veterinário de São José do Rio Preto (SP).
Com a chegada do frio no noroeste paulista, os animais criados em cativeiro também precisam de atenção. Em São José do Rio Preto (SP), o Zoológico Municipal tem adotado protocolos para proteger os bichos mais vulneráveis, como o uso de mantas e até aquecedores.
“Precisamos ter em mente que todo animal que está em cativeiro, está fora do seu equilíbrio ecológico e do seu ambiente natural. Então são animais mais suscetíveis a gripes, resfriados e até pneumonias”, diz Guilherme Guerra Neto, medico veterinário do zoo.
Uma espécie que ganhou atenção especial é o macaco-aranha da cara preta. Os animais em cativeiro no zoológico ganharam um cobertor para se manterem aquecidos.
“São animais de clima equatorial que não estão acostumados com o frio e não têm o metabolismo preparado para a temperatura baixa, por isso precisam desse cuidado.”
Outras medidas também foram adotadas pelo zoológico, como o aumento na quantidade de feno, que faz com que os animais consigam manter melhor a temperatura corporal, evitando que passem frio.
“O feno também é bem importante, porque ele forma uma camada isolante no chão que está bem gelado, conservando mais a temperatura corporal do animal”, explica o veterinário.

Animais que são filhotes, idosos ou estão em fase de recuperação também receberam aquecedores elétricos.
“Como estão com o sistema imunológico mais comprometido e estão se recuperando de alguma enfermidade, com dificuldade de fazer a termo regulação, eles precisam de uma ajuda maior com aquecedores elétricos”, afirma.
Mudanças no cardápio, como fornecimento de uma quantidade maior de alimento e de itens mais calóricos para compensar a demanda energética, também estão sendo adotadas pelo zoológico.

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