O vira-latas segundo escritores norte-americanos!

O Vira-latas

Estima-se que há 1 bilhão de cães em todo o mundo.
Aproximadamente, 250 milhões são cães das mais variadas raças. Portanto, os
demais 750 milhões não têm coleiras antipulgas nem humanos que os levem para
passear. São os chamados cachorros de rua, vira-latas ou cães vadios que rondam
lixões e bairros de quase todo o mundo.

Em seu novo livro, “What Is a Dog?”, Raymond e Lorna Coppinger
argumentam que, para entender a natureza dos cães, é preciso conhecer esses
animais desprezados. Segundo o casal Coppinger, são eles os seres atuais mais
parecidos com os primeiros cães que surgiram, milênios atrás.

Em seu livro “Dogs: A Startling New Understanding of Canine
Origin, Behavior & Evolution” [Cães: uma surpreendente nova compreensão
sobre a origem, o comportamento e a evolução caninos], de 2001, eles desafiaram
aquilo que os cientistas achavam sobre o surgimento dos cães, ou seja, que um
humano extrativista havia recolhido um filhote de lobo e iniciado um programa
de cruzamentos desses animais.
Os Coppingers argumentavam que os cães se domesticaram sozinhos —
alguns caninos selvagens começaram a viver perto dos humanos, para aproveitar
seus restos de comida, e gradualmente evoluíram para se tornar fuçadores de
lixo dependentes dos humanos. Não é uma tese unânime, mas muitos a acham a mais
plausível.
Em seu novo livro, os Coppingers explicam que os vira-latas, de
modo geral, são os mesmos no mundo todo, seja na África, na Mongólia, na China
ou nas Américas. A população canina capaz de sobreviver numa cidade, num bairro
ou num aterro sanitário é determinada pelo volume de lixo disponível.
Mas quem são os cachorros de rua? São uma raça ou uma super-raça à
parte? Ou apenas uma mistura de muitas raças, com origens confusas demais para
serem rastreadas?
Os Coppingers não vêem com simpatia os grupos de resgate que,
segundo eles, “sequestram e mutilam” vira-latas do Caribe e de outros lugares
para levá-los para viver como pets em abrigos americanos, “onde se tornam
totalmente dependentes”. Eles  argumentam
que esses animais são tirados de um ambiente socialmente rico, com muitos cães,
e colocados num relativo isolamento.
O que fazer? Os Coppingers têm uma resposta simples. Os cachorros
de rua dependem de lixo. Se a sociedade quer menos cachorros na rua, a solução é:
menos lixo.

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