
Fonoaudióloga, Dinorah de Almeida Borges é funcionária pública federal e exerce sua profissão no Centro de Reabilitação da UFTM. Também é professora EAD. Happy é um sortudo cãozinho Fox Paulistinha que ela considera como seu filho único. Dinorah divide o amor dele com sua irmã e seus pais. E ainda tem os afilhados Hiago e Ivan que disputam a “paternidade” do cachorro. O nome não poderia ser outro, não é? Afinal, quem não é feliz com tanto amor? Quanto à palavra “filho”, claro que há muita gente que considera um enorme exagero. Enorme? Nem tanto. Quem tem sabe.
“Conheci o ‘amar com simplicidade’”
Marcos Moreno-Você sempre gostou de animais ou algum fato te despertou para isto?
Dinorah de Almeida Borges– Eu sempre tive muito medo de cachorro e não convivia porque tinha medo. Até que comecei a me interessar em ser mãe de um, pois quase todas minhas amigas tinham. Em comum acordo familiar, queríamos um de porte pequeno para convivência e para vigiar a casa. Certo dia, minha prima e comadre, Fatinha Afonso, nos presenteou com um lindo filhote de sua cachorrinha Pitty.Posso dizer que existe uma casa antes do Happy e outra após o Happy! Conheci o “amar com simplicidade”. Ele chegou para alegrar as nossas vidas! Quando viajo, converso com ele por telefone e sinto uma saudade inexplicável.
Marcos– Já teve algum especial ou todos são?
Dinorah– Happy me fez ser mais sensível com todos os cachorros, principalmente com os abandonados por seus donos. Outro dia conheci um cachorro muito fofo e fiel, de uma paciente que faz uso de cadeira de rodas. Ele deita na porta do hospital e a espera fazer o tratamento (ela faz tratamento semanal). Quer alegria maior? Como não amar? Mas como mãe coruja que sou, o Happy é o mais “top, vip e divo” de todos.
Marcos-A escolha dos nomes sempre passa pela criatividade. Como foi no seu caso?
Dinorah– Minha mãe escolheu o nome em comum acordo com o Ivan e o Hiago. Este nome simplesmente retrata o que o Happy nos transmite. Chama-se Happy e quando queremos falar algo para que ele não entenda, a gente fala : “o cumpadi”. E, não é que ele já entendeu que estamos falando dele?
Marcos– Qual o limite que não deve ser ultrapassado? (para que não haja confusão entre bichos e gente?)
Dinorah– Ele manda no pedaço! É manhoso, mimado, cheio de querer e medroso, embora tenha alguns limites necessários para o bem estar saudável, de todos nós.
Marcos-Você acha que os pets entendem o que falamos ou só entendem comandos?
Dinorah– Mas claaaaaro que entendem! O Happy só falta falar! Se faz manha ou arte, converso com ele e sei que me entende perfeitamente. Faz carinha de piedade, de vergonha (deita e tampa os olhos com as patinhas), de paisagem…
Marcos-No universo de animais selvagens, qual o que mais te atrai?
Dinorah– Todos! Cada um com suas particularidades.
Marcos-Que espécie de animais você jamais teria como pet e por quê?
Dinorah– Não sei! Porque antes do Happy, não teria nenhum. Nunca pensei que iria amar meu filho de 4 patas tão intensamente como amo!
Marcos-Você é contra certas culturas como touradas da Espanha ou as vaquejadas praticadas no nordeste brasileiro?
Dinorah– Sinto uma dor imensa. Sou completamente contra.
Marcos-Um filme com animal.
Dinorah– Todos! Todos transmitem uma lição de vida. Indico três: “Sempre a seu lado”, “Marley e eu” e “Melhor é impossível”
Marcos-Uma mensagem aos humanos em relação aos animais.
Dinorah– Todo ser humano merece sentir a experiência de ter um animal de estimação.Especialmente o cachorro, ensinará a criança a ter responsabilidades, amar incondicionalmente, conviver respeitando as diferenças e socializar. Acredito ainda, na ajuda e na diminuição e ou melhoras em algumas manifestações causadas por patologias ou transtornos diversos, como: TOC, TDAH, atrasos no desenvolvimento global da criança, dentre outras.
4 Respostas
Dina, amei o Happy ter padrinhos, avós e tias.
Com certeza sou tia- avó…….
ADOREI ESTA ENTREVISTA! Dinora é o MAXIMO
Obrigado. Agradeço em nome blog e da entrevistada.
Obrigado, querido, agradecemos