Um ano depois

 

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Muita gente ainda se lembra dos porcos que ficaram presos mais de sete horas em uma carreta que tombou no Rodoanel há um ano. Vários morreram.
Os que sobreviveram vivem hoje em um santuário em São Roque (SP).
Uma série de fotos que também foi publicada nas redes sociais mostra como os animais estão atualmente vivendo no sítio no interior de São Paulo. Um ano após o acidente, eles receberam até nomes: são chamados de Marias e Zézinhos. Em um ano, vários novos animais nasceram, já que parte das porcas resgatadas estava prenha. O capotamento aconteceu em 25 de agosto de 2015, na praça de pedágio do Rodoanel, deixando totalmente interditada a saída para a Rodovia Castello Branco. O resgate gerou grande comoção entre os ativistas já que, em uma das tentativas de desvirar a carreta, os animais, na maioria fêmeas, ficaram ainda mais machucados. A máquina não conseguiu erguer a carga e a carroceria tombou novamente com os animais dentro. A operação para retirada do veículo durou quase sete horas.
Toda a operação foi acompanhada por um grupo de ativistas, que resolveram levar os animais para o santuário em São Roque e se mobilizaram em uma vaquinha online que arrecadou R$ 280 mil em apenas uma semana.
No santuário, os poucos mais de 60 porcos resgatados receberam atendimento de veterinários e voluntários. Por conta dos ferimentos, 25 acabaram morrendo ou precisaram ser eutanasiados. Outros nove porcos foram adotados por uma veterinária que trabalhava como voluntária no local.
O santuário realiza desde o começo do ano uma nova campanha para suprir as despesas com os animais resgatados. Além de outra vaquinha online, interessados também podem ajudar adotando ou apadrinhando os porcos, doando alimentos ou até mesmo montando eventos para arrecadar verbas.
Agora, o santuário traça planos para o futuro, tentando não ficar tão dependente das doações. Entre os projetos, está a possível abertura do local para a visitação de estudantes e interessados em conhecer a cultura vegana. “A proposta do santuário não é ser zoológico, que a pessoa paga entrada e fica fazendo careta ou jogando comida para macaco. Quando aberto para visitação, seria monitorada e uma ou duas vezes por mês, com educação ambiental sobre os animais.”

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