Luiza Elena Casaburi

                luiza

Enfermeira, mestre em psiquiatria pela USP,Luiza Elena Casaburi, nascida no estado de São Paulo, por várias razões, entre elas o casamento,hoje vive em Uberaba, onde é professora universitária e sócia-proprietária do Instituto Livremente. Há pouco tempo, conversando com Luiza, descobri sua ligação com pets, sua dedicação especial pela Capitu que, pela minha consideração, somou às muitas qualidades pessoais e profissionais que já conhecia do seu caráter. Claro, convite feito e, melhor ainda, aceito, para a entrevista no blog. Maria uma história enriquecedora para o Moreno Pet Blog.

 

“Quando nasciam os gatinhos de minhas gatas eu ajudava no parto, realizava os curativos na região umbilical e limpava com soro fisiológico seus olhinhos”

OFERECIMENTO

12794368_1037385212966614_4518510790913609874_nMarcos Moreno – Você sempre gostou de animais?                                                                                                          Luiza Elena Casaburi – Eu sempre gostei, desde pequena. Na casa de minha avó na cidade onde nasci e residi até os 18 anos ( São Carlos, interior de São Paulo) sempre houve animais. Gato, cachorro, tartaruga….Não sei não conviver com um animal! Quando nasciam os gatinhos de minhas gatas eu ajudava no parto, realizava os curativos na região umbilical e limpava com soro fisiológico seus olhinhos. Isso é uma memória de 7, 8 anos de idade…e eu ainda nem era enfermeira!Rs.

Marcos – Já teve algum especial ou todos são?                                                                                                                  Luiza– Já tive dois animais que me marcaram muito. Um cachorro Fox Paulistinha chamado Freud ( homenagem de minha mãe que ama psicanálise) e um Poodle Gigante chamado Fred . Acho que eles me marcaram pois fizeram parte de minha infância/adolecência e duraram muitos anos. Até hoje os lembro com carinho. Infelizmente o Freud Faleceu pela “doença do carrapato” e o Fred por complicações do seu quadro de epilepsia.

Marcos – A escolha dos nomes sempre passa pela criatividade. Como foi no seu caso?                                             Luiza– A escolha dos nomes sempre é em relação a personalidade que eu acredito que o animal vá ter (ou eu desejo que tenha) ou por suas características físicas. Por exemplo, minha gatinha Capitu foi inspirada na personagem de Machado de Assim do Livro Dom Casmurro. O autor descreve uma personagem com “vontades próprias”, independente e com “olhos de ressaca”, assim como minha gatinha querida…. E assim ficou!

Marcos – Qual o limite que não deve ser ultrapassado? (para que não haja confusão entre bichos e gente?)       Luiza– Acredito que tudo em excesso é prejudicial. Tanto nos cuidados de humanos para humanos e humanos para animal. Acredito que o limite é o bom senso de cada um.

Marcos – Você acha que os pets entendem o que falamos ou só entendem comandos?                                            Luiza– Acredito que os animais conseguem distinguir nossos tons de voz e assim identificam quando é uma ordem, um carinho ou uma repreensão. Eles também conseguem distinguir magicamente nosso humor sabendo atuar quando é necessário nos oferecendo amor e atenção.

Marcos – No universo de animais selvagens, qual o que mais te atrai?                                                                         Luiza– No mundo selvagem eu gosto muito das Girafas. Elas são herbívoras (portanto não necessitam de se alimentar de outros animais) e podem do alto prever seus predadores e planejar antecipadamente seus atos de fuga.

Marcos – Que animal você jamais teria como pet, e por quê?                                                                                          Luiza– Eu jamais teria um pássaro como Pet. Primeiro, pois morro de medo de pássaros e segundo, pois acho injusto com estes animais serem privados da atividade que fazem melhor: vôos em altas altitudes e em amplos espaços.

Marcos – Você acha que o respeito aos animais tem evoluído e pode fazer alguma comparação com o passado?Luiza– Acredito que a compreensão do papel dos animais no meio tem ganhado uma maior visibilidade porém, ainda temos muito que evoluir no quesito respeito aos limites do corpo do animal e sua vontade própria.

Marcos – Um filme com animal.                                                                                                                                              Luiza – O filme “Sempre ao seu lado”, é um emocionante filme sobre lealdade e ensina muito sobre a relação respeitosa que deve existir entre os humanos e animais.

Marcos – Uma mensagem aos humanos em relação aos animais.                                                                                    Luiza – Para viver neste mundo você não precisa gostar de todas as pessoas e de todos os animais. Mas para viver neste mundo você precisa ao menos praticar com ambos sua tolerância e respeito.

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