Liberdade para os ursos

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Ao longo dos últimos dias, barulhos de caixotes pesados chacoalhando agitaram um santuário de vida selvagem, próximo a Pristina, em Kosovo.
Quando os caixotes foram abertos, um casal de ursos que vivera prisioneiro por toda vida, deu seus primeiros passos em direção à grama verde de seu novo lar. Uma nova história se iniciava ali e logo um novo amigo se juntaria a eles nessa jornada.
Alguns dias após o resgate do casal, também chegou ao santuário o urso Pashuk. Irmão não apenas de espécie, mas de dor e sofrimento causados pela ganância humana.
Tomi e Gjina são conhecidos com “os ursos mais tristes da Europa. E já em sua nova casa, experimentaram coisas que nunca imaginaram.
No inicio, os ursos estavam muito desconfiados, principalmente Pashuk, e preferiam se manter distantes de todos. Acostumados com uma vida de clausura, eles temiam deixar seus recintos e desfrutarem uma vida livre plena. Mas isso foi apenas uma questão de tempo, após alguns dias, os ursos deram uma chance para esse novo mundo que lhes era apresentado e logo fizeram muitos amigos e uma nova e grande família.
Não se pode culpar nenhum deles por levar as coisas com calma. Suas vidas inteiras foram em gaiolas, explorados em circos da Albânia. No último mês, a organização Four Paws, com a ajuda do governo da Albânia, os libertou de uma vida de correntes – uma vida em que o único propósito era entreter visitantes em espetáculos tristes.
A Albânia abriga ainda cerca de 50 ursos vivendo em condições degradantes, explorados em espetáculos circenses, muitas vezes vivendo de uma dieta exclusiva de cerveja e pão, nunca conhecendo a vida além das pesadas correntes.
Por enquanto, Tomi, Gjina e Pashuk, representam a primeira onda de ursos libertos na Albânia, desfrutando de 40 acres, espalhados pela região, e vivendo com outros ursos resgatados de apuros semelhantes.
Embora eles tenham um futuro, suas histórias de abuso deixaram marcas.
E então tem o recluso Pashuk, encontrado quase que estrangulado pelo colar de aço que cresceu usando, desde que ele era um filhote.
“Eu vi muitos ursos sofrendo, mas nunca tinha visto nada como isso,” Carsten Hertwig, especialista em ursos da Four Paws, relatou no começo deste mês. “A corrente estava tão profunda que a pele havia crescido por cima. Seus guardiões tinham colocado Pashuk em correntes quando ele era ainda pequeno, trancado-o em um abrigo e nunca removido a corrente desde então.”
Enquanto estes ursos encontraram um caminho para um final feliz, muitos outros permanecem espalhados pela Albânia, sofrendo em silêncio. Eles precisam estar aqui. Procurem saber na internet mais sobre o assunto porque existem petições para que eles sejam libertados.

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