Eduardo Gutierrez Borges

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Médico pediatra, doutor em pediatria e professor nessas áreas na UNIUBE e UFTM, Eduardo Gutierrez Borges encaixou em seu precioso tempo, um espaço para dar uma entrevista ao Moreno Pet Blog. Além da sua inquestionável capacidade profissional, que faz dele um dos mais notáveis pediatras desde que se formou, Eduardo, com suas atitudes e convicções em relação aos animais, mostra que a ciência os reconhece como seres sencientes e mais, com capacidade de amor incondicional. O blog, que tem como objetivo maior, sensibilizar o homem para o reconhecimento ao respeito que devemos aos bichos, se sente mais uma vez honrado com essa participação.

“Sou contra toda espécie de cultura que possa expor os animais a qualquer tipo de sofrimento”

OFERECIMENTO:

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Marcos Moreno – Você sempre gostou de animais ou algum fato te despertou para isto?
Eduardo Gutierrrez Borges – Como bons mineiros minha família sempre foi ligada ao campo (qualquer pedaço de chão era motivo de orgulho, trabalho e lazer).Neste contexto a presença de algum(ns) pet(s) era imprescindível.Por isto desde a infância estive envolvido com eles não importando a raça,a origem ou mesmo o pedigree.

Marcos – Já teve algum especial ou todos são?
Eduardo – Quando pequeno tive uma pequinês chamada Nina. Era minha companheira e meu xodó. Todos os seus partos foram acompanhados de perto por mim(e que torcida para que tudo corresse bem…). Lembro-me de numa das crias ter nascido uma cadelinha com fenda labial e palatina. Era lindinha e por merecer atenção especial nas mamadas, tornou-se o luxo da casa.Isso lá nos idos de 1960/1970 era um desafio pois os recursos em termos de assistência e mesmo conhecimento veterinário eram ainda escassos entre nós.

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Marcos – A escolha dos nomes sempre passa pela criatividade. Como foi no seu caso?
Eduardo – Acredito piamente que somos escolhidos por eles que chegam com toda uma carga afetiva e, claro, com seu nome próprio.Cumpre-nos apenas recebê-los,adotá-los e trazermos seus nomes à consciência…

Marcos – Qual o limite que não deve ser ultrapassado? (para que não haja confusão entre bichos e gente?)
Eduardo – Creio que devemos sempre nos policiar para não ultrapassarmos limites como e com gente ou animais. Ao longo do tempo a convivência com os animais me mostrou que é muito fácil não ultrapassar limites.Basta apenas colocar bom senso e afeto na relação e tudo caminha muito bem.Na maioria das vezes eles necessitam muito menos afeto e atenção do que recebem…Claro que alguns exageros tem sido relatados pelas mídias mas acredito que são casos esporádicos e que muitas vezes são atitudes extremas que possam estar encobrindo problema(s) afetivos ou de outra ordem dos donos em questão.

Marcos – Você acha que os pets entendem o que falamos ou só entendem comandos?
Eduardo – Não só acredito, mas sempre afirmo que só quem tem sabe qual a extensão da sua compreensão. Afirmo isso no que se refere a cães que é a minha experiência mais prolongada.

Marcos – No universo de animais selvagens, qual o que mais te atrai?
Eduardo – Não sei explicar a razão, mas desde a infância minha atração são os elefantes. Não conseguia deixar de acompanhar a chegada dos circos na cidade só para vê-los, muito menos deixar de “visitá-los” diariamente enquanto estivessem por perto.Até hoje gosto de visitar zoológicos e,claro, passar pela ala dos meus ídolos.

Marcos – Que espécie de animais você jamais teria como pet e por quê?
Eduardo – Talvez por questão de afinidade ou desconhecimento do potencial afetivo que possam ter não me vejo tendo cobras, aranhas, porcos, ratos entre outros como pet.

Marcos – Você é contra certas culturas como touradas da Espanha ou as vaquejadas praticadas no nordeste brasileiro?
Eduardo – Sou contra toda espécie de cultura que possa expor os animais a qualquer tipo de sofrimento.

Marcos – Um filme com animal.
Eduardo – Sempre ao seu lado.Retrata bem a extensão da dedicação e fidelidade para com o dono.

Marcos – Uma mensagem aos humanos em relação aos animais.
Eduardo – Aqueles que possuem sabem o quanto tornam-se importantes e parte da família. Digo sempre que quem tem nunca mais será o mesmo nem conseguirá ficar sem sua companhia. Aos que não os tem sugiro se dar uma chance que seguramente mudará sua vida pois com eles é impossível não exercitar a serenidade, a delicadeza, a afetividade, o sentir-se espontaneamente querido. Acreditem: seu amanhecer nunca mais será o mesmo.

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