Ana Cecília Barbosa

ana-cecilia

Uberabense de nascimento, goiana de coração, amapaense por adoção e mineira por opção. Como assim, tantos lugares? É que mudou muito em razão da profissão de seu pai. Pois bem, Ana Cecília sabe classificar suas escolhas e, entre elas a de lutar pela causa animal é realmente muito admirável. Funcionária pública federal e amante dos animais não mede esforços quando o assunto é trabalhar para protegê-los. Ex-Integrante do Projeto Santo Focinho, é hoje protetora independente.

OFERECIMENTO:

Print
“Você será único na vida de um animal. Então, seja bom!”

 
Marcos Moreno– Você sempre gostou de animais?
Ana Cecília Barbosa– Sempre. Inclusive gostaria de ter feito medicina veterinária. Meus pais, no entanto, gostavam da ideia. Inclusive, não deixaram que eu tivesse bichos durante a infância e adolescência, até porque mudávamos com frequência em virtude da profissão do meu pai.

Marcos– Já teve algum especial ou todos são?
Ana Cecília- Todos são muito especiais, cada um ao seu modo. Nunca teria como escolher um. Os que já se foram serão sempre lembrados e aproveito intensamente os momentos que estão comigo. Já dei lar temporário (LT) para vários animais. Um, em especial, cativou toda a família e partiu antes que conseguíssemos encontrar uma família só dele. Mas foi muito amado.

Marcos– A escolha dos nomes sempre passa pela criatividade. Como foi no seu caso?
Ana Cecília– Vou falar especificamente dos atuais. O nome Rocco foi escolhido pela fascinação de minha filha mais velha pela leitura, nome de uma editora. A Raica, tenho que confessar, teve seu nome escolhido apenas para combinar. Vieram depois Francesca e Anastácia – gatinhas adotadas – nomes escolhidos pela minha filha mais na nova, sendo a última uma referência à Anastasia Romanov. Recentemente recebemos a Savana, nome que não foi fácil de ser escolhido, sendo apenas decidido quando olhamos para ela. Fofa.

ana-cecilia-2

Marcos– Qual o limite que não deve ser ultrapassado? (para que não haja confusão entre bichos e gente?)
Ana Cecília– Havendo respeito, cada um ocupa o seu espaço. Apesar de muitas vezes os tratarmos como filhos, é preciso entender que não somos iguais, possuímos necessidades e hábitos diferentes. Qualquer ser merece respeito, porém não devemos substituir pessoas por animais, fato que ocorre muito mais do que pensamos. Em vários países pessoas começaram a ter animais para substituir filhos.

Marcos– Você acha que os pets entendem o que falamos ou só entendem comandos?
Ana Cecília– Acredito que, eles não só entendem o que falamos, mas o que sentimos. Por diversas vezes percebi meus “monstrinhos” cuidando de alguém doente em casa ou protegendo alguém que acreditavam estar em perigo. Eles entendem gestos, fisionomias e, ainda por cima, tem o poder te captar os sentimentos.

Marcos– No universo de animais selvagens, qual o que mais te atrai?
Ana Cecília– Os felinos; tem graça e poderes únicos. São fascinantes! O tigre de bengala é o que mais me atrai, um animal muito elegante e centrado.

Marcos– Que animal você jamais teria como pet, e por quê?
Ana Cecília– Aves, pois não consigo imaginar um ser vivo preso por grades.

Marcos– Você acha que o respeito aos animais tem evoluído e pode fazer alguma comparação com o passado?
Ana Cecília– Tem evoluído com certeza. Era comum pessoas criarem gatos para caçar ratos, por exemplo. Atualmente e, infelizmente, ainda vemos cavalos puxando carroça, andando sob o sol quente e carregando peso além dos seus limites. Ainda bem que as pessoas estão se conscientizando e denunciando casos de maus tratos. Questão de consciência, mesmo!

Marcos– Um filme com animal.
Ana Cecília– Desenho animado: Todos os cães merecem o céu. Este filme retrata a vida dos animais de rua. Emocionante.

Marcos– Uma mensagem aos humanos em relação aos animais.
Ana Cecília– Cuide, proteja, ame. Eles sempre viverão menos do que você. Você será único na vida de um animal. Então, seja bom!

Os comentários estão fechados.