A Saúde dos Pets no Período da Estação Chuvosa em Uberaba

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Uberaba é uma cidade do Triângulo Mineiro sob a influência do clima tropical do cerrado e assim tendo seu período chuvoso maior concentrado em 6 meses do ano de setembro a março ou de outubro a abril, considerando ainda a existência e possibilidade de exceções. No entanto, chuva mais volumosas ocorrem normalmente de dezembro a março. Observamos, no entanto, que com certa frequência podem ocorrer períodos chuvosos ininterruptos de cerca de 10, 15, 20 ou mais dias sem que o Sol, nosso astro rei, mostre sua cara e força.
E então estas chuvas constantes podem interferir na saúde e bem estar dos Pets?
Consideremos em primeiro lugar os animais cães e gatos presentes nas ruas das cidades. Desafios principais que eles normalmente estão sujeitos:
● A água que bebem, de poças ou de enxurradas, ou mesmo até de “bebedouros” dispostos nas vias públicas por “protetores” podem estar contaminadas com urina de ratos ou mesmo de cães portadores da leptospirose. Torna-se importante que estes “bebedouros” sejam retirados durante o período noturno, em virtude do hábito noturno dos roedores e que sejam lavados com escova, água e sabão para evitar depósitos de ovos e larvas do mosquito da Dengue no período diurno.
● O consumo de água não tratada favorece o aparecimento de doenças provocadas por Ameba, Giardia e determinados Coliformes Fecais que podem provocar distúrbios gastrointestinais.
●As chuvas os tornam molhados, constantemente, sem acesso e oportunidade de secagem de seu corpo. A umidade das praças, vias públicas, pontos de “abrigo temporários” bem como a umidade corporal os tornam mais propensos às infecções fúngicas como dermatofitoses causadas por fungos dos gêneros Microsporum, Trichophyton, Pityrosporum, Candida, entre outros.
● Podem aparecer com certa frequência, distúrbios respiratórios como resfriados, rinites, sinusites e até bronquites e pneumonias.
● Pode-se estimar, no entanto, que a exposição a todos esses desafios resulte em um processo de seleção natural é capaz de selecionar os indivíduos mais resistentes e adaptados.
Consideremos agora aqueles animais domiciliados.
● A umidade das instalações pode facilitar o aparecimento de dermatofitoses. Importante que estejam sempre secas e limpas.
● Arranhaduras entre os Pets abrigados ou mesmo ferimentos humanos por eles provocados podem inocular o fungo Sporothrixschenckii causadorda Esporotricose, micose importante por seu amplo caráter zoonótico porque afeta o homem, os Pets e outras espécies animais como equinos e bovinos.
● As chuvas associadas às correntes de vento podem facilitar a ocorrência dos distúrbios respiratórios. Torna-se necessárioo uso de vestes, toalhas camas e cobertores sempre limpos e secos.
● Quanto mais próxima a relação com os membros humanos da família mais limpos e secos devem ser mantidos os Pets. Pets de pelo longo merecem cuidados especiais com banho, tosa e escovação.
●Embora bebam, normalmente água tratada e limpa deve-se tomar, no entanto, cuidado com água de beber disposta em bebedouros durante o período noturno que faz dosPets predispostos ao contato com a urina de roedores e à leptospirose, dela resultante. Mesmo assim não os tornam livre dos Coliformes Fecais ou de Protozoários.
● O período chuvoso torna dificultado o acesso dos animais ao passeio nas vias públicas e lazer, ingredientes importantes ao Bem Estar Animal.
Contudo ao menor sinal de perdas de pelo, lesões na pele, distúrbios gastrointestinais ou respiratórios ou quaisquer outros, cabe aos Tutores a condução de seus Pets ao (à) Médico(a) Veterinário (a) de sua confiança que através de protocolos clínicos e complementares será capaz devolver a Saúde e Bem Estar ao seu Pet.

Dr. Marcos Abel Domingues
Médico Veterinário CRMV-MG 3993

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