A voz geral dos abrigos e dos protetores independentes de animais é uníssona: crise financeira! Debalde. A população de gente continua fazendo com que a população de animais aumente. Mas não vamos desistir de falar nunca. Não dá pra entregar os pontos. Tudo está mudando muito rapidamente. Se não agirmos em todos os sentidos para ameizar as situações difíceis, cada vez ficarão mais difícies, até o famoso “não retorno”. Imaginem uma cidade inteira invadida por animais que foram abandonados, que estão doentes, sofrendo e contaminando com suas doenças outros cãesm gatos e pessoas também. Recebemos, há alguns dias, um pedio de socorro de um dos abrigos conhecidos de Uberaba-MG. Hoje, mesmo que dois dias depois, uso esse esapaço para divulgar esse apelo legítimo e comovente.
Em tempo: recebemos pedidos de ajuda de todo o território nacional, visto que somos vistos para além de qualquer fronteira. Aqui está hoje, um exemplo da realidade de grande parte dos abrigos.

“O Abrigo dos Anjos, que atualmente abriga cerca de 750 cães, está enfrentando uma grave crise financeira e teme não conseguir manter suas atividades caso a situação não seja revertida.
A instituição sobrevive principalmente de doações e, desde o início do ano, vem registrando uma queda significativa na arrecadação. Ao mesmo tempo, o número de animais atendidos aumentou, fazendo com que as despesas também crescessem. O resultado foi o acúmulo de dívidas e uma situação financeira que, segundo a ONG, está se tornando cada vez mais difícil de sustentar.
A alimentação dos animais é custeada pela Prefeitura, mas o abrigo possui diversas outras despesas essenciais para manter os 750 cães. Os gastos com funcionários chegam a aproximadamente R$ 17 mil por mês, enquanto os exames veterinários ficam em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil mensais. Além disso, existem despesas com energia elétrica, produtos de limpeza, coleta de resíduos, manutenção e outras necessidades que surgem diariamente.
Entre os débitos mais urgentes estão aproximadamente R$ 6.500 referentes a funcionários, R$ 1.084 em exames, R$ 300 referentes a um boleto de manutenção da ONG, cerca de R$ 800 em produtos de limpeza e R$ 3.828 referentes a três contas de energia elétrica vencidas. A instituição também possui aproximadamente R$ 1.500 em débitos relacionados à coleta de resíduos, que atualmente está suspensa até que os valores pendentes sejam quitados.
A falta de recursos já está afetando diretamente a rotina do abrigo. Como os débitos com os trabalhadores, vencidos em 20 de julho, ainda não foram quitados, o funcionamento precisou ser reduzido, o que tem dificultado a realização de todas as atividades necessárias para o cuidado dos animais e para a manutenção da própria instituição.
Para uma instituição que cuida de 750 cães, a redução da equipe compromete toda a rotina. Limpeza, lavagem dos espaços, recolhimento de fezes e resíduos, alimentação, cuidados com os animais e manutenção do abrigo são atividades que precisam ser realizadas diariamente. Entre os animais também há muitos cães idosos, que necessitam de atenção e cuidados diferenciados.
A ONG explica que as doações nunca foram suficientes para cobrir integralmente todas as despesas, mas anteriormente conseguiam ajudar a custear uma parcela significativa dos gastos. A partir do início deste ano, porém, a queda nas doações se tornou muito mais acentuada. Campanhas, rifas e vaquinhas online são realizadas de forma esporádica, mas a arrecadação obtida nessas ações não tem sido suficiente para acompanhar as necessidades da instituição.
Com o aumento do número de animais, o crescimento das despesas e a redução das doações, as dívidas foram se acumulando e criando uma situação que a própria instituição descreve como uma “bola de neve”, cada vez mais difícil de controlar.
O maior temor atualmente é que a ONG não consiga mais manter suas portas abertas. E, diante de uma possível interrupção das atividades, surge uma preocupação ainda maior: o que aconteceria com os 750 cães que dependem integralmente da instituição?
“Não queremos chegar ao ponto de fechar as portas. São 750 cães que dependem integralmente da instituição e que não têm para onde ir. Estamos fazendo tudo o que podemos para continuar, mas a situação financeira chegou a um limite que não conseguimos mais enfrentar sozinhos. Precisamos da ajuda da população para colocar as contas em dia, retomar o trabalho e garantir que esses animais continuem tendo um lugar seguro. Qualquer contribuição, independentemente do valor, pode fazer diferença para que o abrigo continue de portas abertas”, afirma a instituição.
O Abrigo dos Anjos faz um apelo para que a situação seja divulgada e alcance o maior número possível de pessoas. Neste momento, a principal necessidade é a arrecadação de recursos para quitar os débitos e recuperar a capacidade de funcionamento da instituição.
As doações podem ser feitas via PIX, de qualquer valor: CNPJ: 23.785.379/0001-98
Para o Abrigo dos Anjos, mais do que ajudar a pagar contas, cada contribuição representa a possibilidade de garantir que 750 animais continuem tendo alimentação, cuidados e um lugar para vive