
“A Polícia Civil de Santa Catarina investiga se um grupo de adolescentes seria o responsável pelas agressões que resultaram na morte do cão.”
Na manhã desta segunda-feira (26), a polícia realizou uma ação para investigar o caso, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos pelas agressões.
Segundo o delegado Ulisses Gabriel, um dos mandados está relacionado a um indivíduo que teria coagido uma testemunha ao longo da investigação policial. Na ação do hoje, a polícia tinha o objetivo de localizar uma possível arma de fogo, que teria sido usada para ameaçar a testemunha. O objeto não foi localizado.
“Além disso, nós cumprimos busca na residência de dois adolescentes com o objetivo de buscar equipamentos de tecnologia, em especial computadores e telefones celulares. Até agora, dois adolescentes foram alvo de busca, e outros dois estão nos Estados Unidos para uma viagem que, segundo consta, era pré-programada”, afirmou Ulisses.” (trecho de matéria veiculada hoje pela CNN)
Opinião do blog:
A morte do cão Orelha é um dos assuntos dominantes na internet desde que o fato aconteceu. Não faltam opiniões e comentários de toda ordem. Fico pensando como está a cabeça dos pais desses adolescentes. Naturalmente, em algum momento devem pensar “onde erramos?”. Se pensam, estão passando por momentos de intenso sofrimento. Mas a gente pensa também, que se os filhos agiram desta forma, e não foi pela primeira vez, pode ser porque não viram exemplo contrário em casa, não ouviram ensinamentos de civilidade, de empatia ou de qualquer outro valor moral. Estamos nós todos, julgando novamente. Mas é impossível não julgar autores que cometeram tamanha crueldade. Há quanto tempo temos conhecimento da senciência dos animais? E mesmo se não tivéssemos, o que faz um ser humano praticar um ato de genuína crueldade? Tenho visto estudiosos do comportamento humano indo até onde muitos de nós nem teríamos coragem em pensar nos nossos julgamentos. E nem teríamos conhecimento para tanto. O assassinato não foi cometido em um momento de medo ou de raiva. Não há qualquer justifica, por absurda que seja, para esse crime. E aí chega-se à pior certeza. Sabiam o que estavam fazendo e, pior, planejaram fazer. E, claro, é inevitável a pergunta em nossas mentes e bocas: em que adulto se tornarão esses adolescentes?