Como preparar os pets para o outono


Especialista em comportamento canino explica como mudanças de temperatura e clima seco impactam a rotina e a saúde dos cães.

A chegada do outono traz mudanças importantes no clima, como a queda de temperatura e o ar mais seco, que também impactam diretamente a rotina, o comportamento e a saúde dos cães. Nesse período, é comum que os pets apresentem alterações no nível de energia, na pele e até nos hábitos do dia a dia, exigindo atenção redobrada dos tutores.

Denise Neves

Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, pequenas adaptações já fazem grande diferença. “O outono exige ajustes simples, mas importantes. Observar o comportamento do cão e adaptar a rotina é fundamental para manter o bem-estar nessa época do ano”, explica.

A seguir, a especialista lista os principais cuidados para preparar os pets para o outono:

  1. Observe mudanças de comportamento
    “Com a queda de temperatura, alguns cães ficam mais quietos, procuram locais mais quentes e podem apresentar menor disposição, principalmente em horários mais frios. Essas mudanças são comuns, mas precisam ser acompanhadas”, explica Denise.
  2. Redobre a atenção com a pele e pelagem
    “O clima seco pode causar ressecamento, coceira e descamação, além de deixar os pelos mais opacos. Cães com sensibilidade dermatológica merecem atenção especial, com uso de produtos adequados e acompanhamento dos sinais”, alerta a especialista.
  3. Fique atento a problemas respiratórios
    “O outono pode favorecer quadros como a gripe canina, não por causa da estação em si, mas pelas condições do clima e maior permanência em ambientes fechados, que facilitam a circulação de agentes infecciosos”, destaca.
  4. Adapte a rotina de passeios
    “Passeios continuam sendo essenciais, mas podem precisar de ajustes. Evitar horários muito frios e observar o comportamento do cão durante a atividade ajuda a manter o equilíbrio”, orienta.
  5. Estimule a hidratação
    “Em dias mais frescos, muitos cães bebem menos água. É importante incentivar o consumo, manter a água sempre limpa e fresca e observar possíveis mudanças no hábito”, reforça a especialista.
  6. Tenha atenção com cães mais sensíveis
    “Cães de pelo curto, idosos, magros ou com problemas de saúde tendem a sentir mais o frio. Nesses casos, é importante evitar exposição prolongada e garantir ambientes mais protegidos”, explica ela.
  7. Invista em conforto térmico
    “Oferecer caminhas, cobertas e locais protegidos do frio ajuda o cão a se sentir mais seguro e confortável, principalmente durante a noite”, pontua.
  8. Avalie o uso de roupas com cuidado
    “As roupinhas podem ser úteis para alguns cães, principalmente os mais sensíveis ao frio. Mas é importante observar o conforto do animal. Se ele demonstra incômodo, o ideal é não insistir”, finaliza.
    Para Denise, o mais importante é observar o pet no dia a dia. “Cada cachorro reage de uma forma. O tutor precisa estar atento aos sinais e adaptar a rotina conforme a necessidade.

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