Viagem com pets no São João: confira dicas para segurança e bem-estar


Professora do curso de Medicina Veterinária da Unijorge orienta sobre planejamento e cuidados essenciais

Quem vai pegar a estrada para aproveitar o São João (sempre esticado e já perto das férias escolares) e levar o pet na viagem precisa adotar alguns cuidados para garantir a segurança e a saúde do animal. O modo de transporte, documentos, alimentação e hidratação devem ser planejados com antecedência, como explica a professora do curso de Veterinária da Unijorge, Giulia Ricaldi.

“A primeira providência para os tutores antes de viajar é fazer uma consulta prévia com o médico-veterinário para orientações, verificação da carteira de vacinação e emissão do atestado de saúde”, diz.

A professora orienta que as formas mais seguras de transportar o animal são na caixinha de transporte, no cinto de segurança acoplado ao peitoral do animal ou em assento pet. Em caso de viagem de carro, o animal deve estar sempre no banco traseiro, em conformidade com as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Já em viagens de ônibus ou avião, é necessário verificar as regras específicas de cada empresa.

Ao planejar o trajeto, o tutor deve considerar aspectos relacionados ao bem-estar do animal. Para evitar náuseas, a orientação é realizar jejum alimentar de 4 horas antes da viagem. É importante também oferecer água aos poucos, realizar paradas estratégicas para que o animal possa urinar, desestressar e se movimentar.

Em viagens mais longas, o ideal é programar paradas a cada 3 a 4 horas, com oferta de água e pequenas quantidades de alimento, e manter o pet confortável com brinquedos para distração durante o percurso.

Em alguns casos, não é aconselhável levar o animal na viagem, pois alguns animais podem apresentar estresse elevado quando estão em ambientes diferentes, principalmente os gatos. Nessas situações, é recomendado deixá-los em creches de confiança ou contratar cuidadores.

Devem ser tomadas ainda precauções ao chegar ao destino onde ficará hospedado, com verificação de possíveis falhas de segurança para evitar fugas, como brechas em cercas ou janelas não teladas. “O tutor pode, como medida auxiliar, levar o portão para pets, restringindo o espaço e evitando fugas. Se for um local com fogos, mantê-lo em um ambiente seguro, com portas, janelas e cortinas fechadas, para reduzir o incômodo”, acrescenta.

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