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Ainda muito jovem, Matheus já desponta no segmento veterinário pelo trabalho com enfoque em “Comportamento Animal” de animais de pequeno porte, animais silvestres e animais exóticos. Possui experiência básica em atendimento hospitalar veterinário de animais exóticos, silvestres e de companhia; contenção física de répteis, serpentes, aves, lagomorfos, roedores, marsupiais, primatas e canídeos entre outras atividades. Participa da reabilitação e soltura de animais silvestres no Hospital Veterinário de Uberaba. Matheus está sempre procurando estudos independentes em pet terapia, bem-estar animal, e psicologia/comportamento animal. O aluno de medicina Veterinária é vice coordenador do Projeto Mini Vet. Reikiano.

 

 

“Lembrando sempre que o cão é um membro da família, mas ainda um cão, com suas necessidades completamente diferente de nós seres humanos”

 

Marcos Moreno -Você sempre gostou de animais ou algum fato te despertou para isto?
Matheus Borges Zago– Desde de pequeno sempre gostei de animais. O fato que mais me recordo foi quando estava na fazenda e peguei um cocho de uma vaca coloquei água e peguei vários sapos ao redor do lago e soltei todos dentro da cozinha onde as minhas tias, que por sinal morriam de medo de sapo, cozinhavam. O que mais me tocou foi quando ganhei o Thor de uma amiga um red hiller. Ao ganhar li que eram animais astuciosos e determinados, logo eu, que nos meus quinze anos mal sabia ensinar o cão a dar a pata. Foi com ele e com as dificuldades no treino dele que me despertaram o interesse pela veterinária e principalmente por estudar e trabalhar com comportamento animal.

Marcos– Já teve algum especial ou todos são?
Matheus– Todos têm o seu momento marcante comigo. Até as cicatrizes na mão de alguns cães agressivos inicialmente que passaram por um processo reabilitação são muito queridos e com momentos muitos especiais, mas como disse anteriormente o Thor é o preferido. Sem ele nada disso teria acontecido.

Marcos– A escolha dos nomes sempre passa pela criatividade. Como foi no seu caso?
Matheus– Na verdade, não. Quem me conhece sabe que eu sou horrível para gravar nomes. Normalmente aceito sugestões e escolho a que eu mais gostei.

 Marcos– Qual o limite que não deve ser ultrapassado? (Para que não haja confusão entre bichos e gente?
Matheus– Creio que espécies possuem formas de organização e comunicação complexas. Compreendendo isso não haverá exageros. Amor é sempre bem-vindo, mas o que mais vejo nos meus clientes é o amor e toda essa atenção sendo direcionada pra horas em que o cão não possui um comportamento desejado. O que busco nas minhas aulas é mostrar para os tutores que o adestramento não precisa ser bruto ou ríspido. Eu sou super a favor de esbanjarmos amor e mimos, desde que respeitem as diferenças e reforce bons comportamentos. Lembrando sempre que o cão é um membro da família, mas ainda um cão, com suas necessidades completamente diferente de nós seres humanos. Colocar um indivíduo em um papel que ele não consegue administrar fisicamente, mentalmente ou emocionalmente gera desvios de comportamento até mesmo para nós.

IMG_20161004_120948Marcos– Você acha que os pets entendem o que falamos ou só entendem comandos?
Matheus– Com certeza entendem, alguns mais vocabulários que outros. Depois que iniciei o treinamento com aves e tive o meu primeiro contato com os psitacídeos me surpreendi. Um que me chama atenção em especial é o Papagaio do Congo ( Psittacus erithacus erithacus) que possui uma inteligência bem avantajada podendo aprender um vocabulário de até 2000 palavras com uma capacidade intelectual de uma criança de 5 anos. Em relação a comandos acredito que o principal é facilitar a interação e comunicação entre tutor e animal em determinadas situações, principalmente as de risco, nada além disso.

Marcos– No universo de animais selvagens, qual o que mais te atrai?
Matheus– Dos selvagens o mais admirado por mim é o leão. Dos silvestres eu me identifico e admiro demais com lobo guará, imagem que cogitou várias vezes virar uma tatuagem.

Marcos– Que espécie de animais você jamais teria como pet e por quê?
Matheus– Nada contra aos amantes de furões, são animaizinhos fofos e adoráveis, que primeiramente ao ler sobre os furões parece bem atrativo, pois esses pequenos dormem em torno de 20 horas tendo atividade em apenas 4 horas. Seria perfeito! O problema é que quando ele acorda você precisa deixar tudo o que está fazendo e prestar atenção somente no pequeno. São bichinhos da tasmânia, entram em tudo e fazem uma bagunça tremenda.

Marcos– Você é contra certas culturas como touradas da Espanha ou as vaquejadas praticadas no nordeste brasileiro?
Matheus– Sim, os animais já sofrem demais. O quanto pidermos evitar melhor.

Marcos– Um filme com animal.
Matheus– Marley e eu!

Marcos– Uma mensagem aos humanos em relação aos animais;
Matheus– Todo animal merece respeito e no mínimo dignidade. Eles podem nos ensinar muito mais do que imaginamos.

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